
Quem me conhece das baladas de 15 anos atrás (caraca, faz tempo) sabe que gosto muito de escrever. O blog não é minha primeira experiência nesta arte, pois seu
fanzinava também. E caso este verbo não exista, acabei de criar. Será que podia?
Retomando... eu sempre gostei de escrever mas não achava meios de divulgar meus pensamentos. Foi quando descobri o fanzine Rosa Negra, confeccionado por
Nene Altro. Meu, são coisas do arco-da-velha! O curioso é que este nome me surgiu agora. Nem ia citar o Nene, pois me faltavam informações. Daí pensei: será que ele está no Orkut? E não é que tava?!?
A capacidade de publicar minhas idéias e ter quem lê-las me auxiliou em muito, pois não domino qualquer outra expressão artística. Minhas cobaias eram, principalmente meus amigos do
Bar do Alemão e, posteriormente, do Bar do Zé.
Para tanto eu utilizava uma velha máquina de escrever, minha Hermes 3000. Às vezes sinto falta dos tecs-tecs do tipo no papel e do cheiro de óleo, de procurar imagens em jornais velhos e da cola na ponta dos dedos. Do trabalho de diagramação e do entregar em mão.
Lembro que meu primeiro número tinha como capa a revolução em
Chiapas, no México. Era ano-novo de 1994. De lá pra cá os assuntos foram do macro para o micro. Das coisas que eu via até os fatos que presenciava por outros meios de comunicação.
Muita gente que encontro na rua, passado tanto tempo, ainda pergunta se eu escrevo. Daí passo o endereço do Blog. Mas não é a mesma coisa, admito. Deve ser a volatividade do suporte, a dificuldade de guardar o blog dentro de um livro, abri-lo anos depois e ter as sensações de outrora. Pelo Divino, quanto saudosismo!!! Hahahahahaha!
O Grande Nada Zine (era assim seu nome) também me deu ferramentas para manter contato com pessoas de outras cidades pelo correio, algo que o MSN, Google Talk e afins só possibilitariam anos depois. Ainda guardo todas as cartas que recebi. Provavelmente meus destinatários fizeram o mesmo.
Uma parte mim, a melhor
expressão do que sou, tenho esta certeza, ficou para a posteridade. E espero ter inspirado alguém nesta minha busca individual pela exposição daquilo que sinto.