Já observou que as camisetas de hoje não dizem nada? São apenas um emaranhado de imagens desconexas e textos tipo frango-assado: sem pé nem cabeça. Mas sua história revela fatos intrigantes onde o fato dela simplesmente estar à mostra era considerado uma transgressão.
A camiseta nasceu como uma cueca ou calcinha: uma peça íntima masculina a se usar por baixo das camisas sociais e absorver o suor do dia. Portanto expô-la a visão pública era algo de mal-gosto.
Mas após os anos 50 começou o desbunde e o deboche dos jovens contra a cultura reinante. E com eles a vontade de mostrar seu íntimo. Uma imagem forte é a camiseta branca de James Dean no filme "Juventude Transviada (1955)" por debaixo da camisa aberta, exposta. Operários e outros já a usavam assim durante seu dia de trabalho, mas por causa do esforço e temperatura do que para chamar a atenção.
Anos depois o movimento hippie americano adota a camiseta como estandarte e outdoor contra a guerra, pelo meio ambiente ou qualquer outra bandeira de luta. Outros movimentos, como o punk e o metal usaram este mesmo veículo para expor idéias e ídolos pelas ruas das grandes cidades.
Mas observando o hoje vemos que esta função se perdeu. As imagens são tão desconexas, vazias, mostrando somente um apanhado de palavras em inglês, parecendo pixações em muros. Quem quer algo mais profundo tem que garimpar bastante, ou mandar fazer. Ou por as mãos na tinta e fazer sua própria estampa... Boa idéia, hein?
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