
Tenho mesmo é ficado um bom tempo trabalhando, estudando, no ócio ou no Playstation 2. E não tenho visto muita coisas "uau" para dizer.
Tive também um cibertombo em outro blog, religioso, que me deu um certo temor dos teclados. Gente que leu tudo o que escrevi só para me descer o couro. É desestimulante, pois o combustível do blogueiro são os comentários (Mara que o diga).
Mas acho que posso falar das trivialidades enquanto não travo contatos imediatos com civilizações extraterrenas ou similares.
Bem...
Uma trivialidade faz parte do meu caminho quando atravesso a Ponte dos Bandeirantes, indo para escola. Ali, no vão de concreto, suspenso a grande altura, exposta à poluição, sol implacável, vibrações e outras agressões, quase sem solo e com pouca água, uma pequena árvore resiste. Arbustos são coisas mais ou menos comuns nas ruas, mas admito que quando dei por mim tive que parar para observar melhor como ela se equilibra naquela situação precária.
E ali, parado ao sol, dei-me conta de que certas coisas não são fáceis de se conseguir ou manter. Não sei qual a espécie que nasce ali, nem como a semente foi parar em lugar tão inóspito, mas é um ato heróico que aquela árvore faz naturalmente.
É um lugar onde gosto de parar um pouco quando passo atualmente, principalmente no finzinho da tarde, para ver o pôr-do-sol. Em certos momentos da semana me sinto como a árvore ali, espremida pelo concreto, sob o sol. Mas se ela pode, eu posso.
E sigo em frente.
Um comentário:
Nossa!Acho que todas as árvores de São Paulo fazem alguma puta manobra de sobrevivência!
Seja pelo espaço, seja pela poluição ou seja pelas pessoas...
Continue, não pare!
beijo grande
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